Como alude Paulo Roberto Gomes Fernandes, o governo de Michigan e a operadora canadense Enbridge seguem em torno de um ponto sensível: a continuidade e a segurança da Linha 5, que cruza o Estreito de Mackinac (entre os lagos Michigan e Huron). A proposta mais debatida é a construção de um túnel para abrigar um novo trecho do duto, retirando a tubulação do contato direto com a água e reduzindo a exposição a impactos externos.
Prossiga a leitura e veja que a preocupação não é teórica: há registro de dano por âncora em 2018 na região do estreito, episódio que reforçou o debate público sobre risco ambiental e integridade de infraestrutura antiga.
Em que ponto o licenciamento está em 2026?
O processo de licenciamento tem sido o principal fator que determina o ritmo do projeto. Segundo o Congressional Research Service, a Enbridge entrou com pedido conjunto em 2020 junto ao órgão ambiental de Michigan (EGLE) e ao Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA (USACE); o EGLE informou aprovação ambiental em 2021, e a Michigan Public Service Commission (MPSC) aprovou o pedido de implantação em dezembro de 2023.
No âmbito federal, o USACE publicou um Draft Environmental Impact Statement (DEIS) em maio de 2025 e, conforme o CRS, em novembro de 2025 foi emitido um Supplemental Draft EIS, com período de comentários encerrado em dezembro de 2025. Em paralelo, o contencioso judicial continua: o CRS registra que Michigan apresentou recurso em 6 de janeiro de 2026 em disputa sobre autoridade para determinar paralisação do trecho sob o estreito.
Nesse cenário, como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, a discussão técnica também ganha outra camada: fornecedores e especialistas acompanham o tema porque a obra depende de decisões regulatórias e de um método de instalação que funcione no mundo real.
Por que instalar o duto dentro do túnel é um desafio técnico?
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, a complexidade não está apenas no comprimento do túnel. Em projetos desse tipo, a instalação do duto pode envolver trechos de descida e subida, exigindo controle de tração, frenagem, apoio contínuo e alinhamento para montagem e soldagem. Na prática, soluções simplificadas de “puxar a tubulação” tendem a esbarrar em limitações de controle e segurança.
Além disso, a configuração prevista para o empreendimento é de um túnel de concreto com espaço para utilidades, desenhado para abrigar a Linha 5 em um ambiente segregado e monitorável, segundo a própria Enbridge.

O que a Liderroll acrescenta ao debate?
Em discussões públicas e técnicas, a Liderroll foi mencionada por experiência acumulada em lançamento de linhas em túneis longos, com soluções baseadas em roletes motrizes e suportes dedicados ao ambiente confinado. Nessa lógica, o CEO da Liderroll costuma ser associado à ideia de que instalação subterrânea exige método de controle, e não apenas força de tração.
Nesse ponto, como sugere Paulo Roberto Gomes Fernandes, quando há trechos extensos com variação de inclinação, a previsibilidade do deslocamento do duto e a estabilidade do conjunto passam a ser requisitos de engenharia, não detalhes operacionais.
O que pode acontecer a seguir?
Para 2026, o que tende a destravar (ou atrasar) o calendário é a fase final do licenciamento federal. A Enbridge declarou expectativa de receber permissão federal final na primeira metade de 2026, enquanto o ambiente jurídico e político segue ativo.
Do lado técnico, a seleção do método de instalação continuará no centro das decisões, porque é ele que transforma o túnel (uma obra civil) em um corredor seguro e operável para um duto de grande porte. Por isso, como enfatiza Paulo Roberto Gomes Fernandes, a obra pode até ser aprovada no papel, mas só se sustenta na prática quando o método de lançamento entrega controle, segurança e repetibilidade.
Autor: Jhony Petter
