A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruíram 22 dragas utilizadas na extração ilegal de ouro durante uma operação no Rio Madeira, no interior do Amazonas. A ação ocorreu entre os municípios de Autazes e Novo Aripuanã, entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026.
Batizada de Operação Hidra Dourada, a fiscalização também resultou na destruição de cinco embarcações empregadas no apoio logístico do garimpo ilegal. Ao todo, foram realizadas 18 ações no trecho monitorado pelas equipes federais. Os dados foram divulgados pela Polícia Federal em 28 de setembro.
Fiscalização alcançou trecho entre dois municípios
A operação foi concentrada em uma área do Rio Madeira localizada entre Autazes e Novo Aripuanã, municípios do interior amazonense. A região foi percorrida pelas equipes da Polícia Federal e do Ibama para localizar estruturas e embarcações relacionadas à extração ilegal de ouro.
De acordo com a Polícia Federal, a atuação ocorreu em uma área de difícil acesso. Esse fator exige deslocamento por via fluvial e planejamento específico para que os agentes alcancem os pontos usados pelas atividades de garimpo e pela logística associada a elas.
Além das dragas, os agentes identificaram e destruíram cinco embarcações utilizadas no suporte às atividades ilegais. A medida atingiu não apenas os equipamentos diretamente empregados na extração, mas também parte da estrutura de apoio encontrada durante as ações de fiscalização.
Materiais foram apreendidos durante a operação
A Operação Hidra Dourada também teve apreensões. As equipes encontraram uma arma de fogo calibre 9 mm, munições e três aparelhos celulares. O material foi recolhido e deverá ser analisado no curso das investigações conduzidas pelas autoridades.
A Polícia Federal informou ainda a lavratura de dois autos de infração, a emissão de 17 termos de apreensão e o registro de 18 termos de destruição. Esses documentos formalizam as medidas adotadas durante a fiscalização e reúnem informações sobre os equipamentos e materiais alcançados pela operação.
Os celulares e os demais itens apreendidos podem contribuir para o aprofundamento da apuração sobre a cadeia econômica e logística relacionada ao garimpo ilegal na região. A investigação busca identificar como a atividade era mantida e quais estruturas davam suporte à operação das dragas no Rio Madeira.
Investigação continua em andamento
A divulgação dos resultados não representa o encerramento da apuração. Conforme as informações oficiais, as investigações continuam para esclarecer a organização da atividade ilegal e a participação de eventuais envolvidos. Por isso, não há antecipação de responsabilizações definitivas a partir dos dados divulgados sobre a operação.
A destruição das dragas e das embarcações ocorreu no âmbito da fiscalização realizada pela Polícia Federal e pelo Ibama. A operação reuniu medidas de combate à exploração ilegal de ouro, apreensão de materiais e formalização de infrações, com foco em um trecho do Rio Madeira situado no território amazonense.
O caso reforça a atuação de órgãos federais no enfrentamento ao garimpo ilegal em rios da Amazônia. No Amazonas, a operação alcançou dois municípios do interior e resultou em números expressivos: 22 dragas destruídas, cinco embarcações de apoio inutilizadas, 18 ações realizadas e materiais encaminhados para auxiliar o trabalho investigativo.
A Polícia Federal publicou os detalhes da Operação Hidra Dourada em 28 de setembro de 2026, um dia após a conclusão da ação em campo. Novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades à medida que a análise dos materiais apreendidos e das evidências coletadas avance.
