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Tribuna Manaus > Blog > Notícias > Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável com 668,6 mil hectares
Notícias

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável com 668,6 mil hectares

Redação Tribuna Amazonas
Redação Tribuna Amazonas setembro 30, 2026
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5 Min de leitura
Vista aérea de casas ribeirinhas sobre área alagada, cercadas pelas águas e pela vegetação amazônica.
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O Amazonas ganhou quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) na área de influência da BR-319, no sul do estado. Juntas, as unidades abrangem aproximadamente 668,6 mil hectares e foram criadas para proteger a biodiversidade, ampliar a conexão entre áreas preservadas e permitir o uso sustentável dos recursos naturais por populações agroextrativistas.

Contents
Quais são as novas reservas do AmazonasComo funciona uma Reserva de Desenvolvimento SustentávelImportância para os municípios e para a BR-319Concessão florestal em Humaitá

As reservas são a Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; a Tupana Igapó-Açu II, entre Beruri e Tapauá; a Canaã, localizada entre Careiro e Autazes; e a Mirari, em Humaitá. A medida foi formalizada por decretos assinados em Brasília em 8 de setembro de 2026 e publicados no Diário Oficial da União no dia seguinte.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, as novas áreas reúnem ambientes florestais, regiões alagáveis e sistemas associados a rios e lagos do sul amazonense. A criação das unidades estabelece uma nova configuração de proteção ambiental em uma região estratégica para a Amazônia.

Quais são as novas reservas do Amazonas

A maior unidade é a RDS Tupana Igapó-Açu II, com cerca de 422,1 mil hectares. A reserva está situada entre Beruri e Tapauá e concentra a maior parte da área protegida criada pelos decretos. Em seguida, aparece a Tupana Igapó-Açu I, em Borba, com aproximadamente 114 mil hectares.

A RDS Canaã, entre Careiro e Autazes, possui cerca de 109,6 mil hectares. Já a RDS Mirari, localizada em Humaitá, tem aproximadamente 22,8 mil hectares. Somadas, as quatro reservas alcançam uma área equivalente a 668,6 mil hectares, distribuída por seis municípios amazonenses.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também destacou a ampliação da proteção ambiental na Amazônia por meio dos decretos. As medidas fazem parte de uma agenda de ordenamento territorial voltada à conservação de áreas naturais e ao uso responsável dos recursos.

Como funciona uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável é uma categoria que busca conciliar a conservação dos ecossistemas com a permanência e o modo de vida das comunidades tradicionais. Diferentemente de uma área que impede qualquer presença humana, esse modelo permite o uso regulado dos recursos naturais, conforme regras de manejo e proteção ambiental.

Na prática, a criação das RDS reconhece a importância de atividades como a pesca, o extrativismo e a agricultura de subsistência realizadas pelas populações locais. Ao mesmo tempo, estabelece uma base para organizar essas práticas, reduzir pressões sobre a floresta e preservar ambientes fundamentais para a biodiversidade amazônica.

As novas unidades também podem contribuir para a prevenção de atividades ilegais e para a proteção de áreas conectadas por rios, lagos e florestas. A efetividade dessas medidas dependerá da gestão das reservas, da definição das regras de uso e do acompanhamento das atividades desenvolvidas nos territórios.

Importância para os municípios e para a BR-319

A criação das reservas tem impacto territorial direto sobre Borba, Beruri, Tapauá, Careiro, Autazes e Humaitá. Os municípios passam a fazer parte de uma área com novas referências de conservação e uso sustentável, o que pode influenciar o planejamento ambiental e as atividades econômicas praticadas pelas comunidades.

O entorno da BR-319 também recebeu atenção específica do governo federal. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a região foi incluída como área especial da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. O reconhecimento reforça a necessidade de combinar desenvolvimento, conectividade territorial e proteção ambiental em uma área de grande relevância para o Amazonas.

Para os moradores das localidades abrangidas, a existência das reservas deverá ser acompanhada por informações claras sobre limites, regras e formas de participação na gestão. A proposta é que a conservação não seja dissociada das necessidades das populações agroextrativistas que dependem dos recursos naturais para sua subsistência.

Concessão florestal em Humaitá

No mesmo evento de anúncio das novas reservas, o governo federal informou a assinatura de contratos de concessão florestal para unidades de manejo na Floresta Nacional de Humaitá. A iniciativa prevê investimentos ao longo de 40 anos e exploração legal de madeira, conforme informações da Agência Brasil.

A concessão é uma medida complementar e não altera o foco principal dos decretos, que é a criação das quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável. Com as novas áreas, o Amazonas amplia o conjunto de territórios destinados à conservação e ao uso planejado dos recursos naturais no sul do estado.

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