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Politica

Entenda como ficou o governo do Amazonas após a renúncia de Wilson Lima

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez junho 30, 2026
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5 Min de leitura
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Roberto Cidade assume o Executivo estadual após saída de Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza para disputarem as eleições de 2026.

 

Contents
Roberto Cidade assume o Executivo estadual após saída de Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza para disputarem as eleições de 2026.Por que Wilson Lima renunciou ao governo do AmazonasO que muda no comando do Amazonas com Roberto Cidade

A política amazonense viveu uma reviravolta neste ano com a renúncia conjunta do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza, anunciada na noite de sábado, 4 de abril. As cartas de renúncia foram entregues e publicadas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Amazonas no limite do horário, encerrando o prazo de desincompatibilização que candidatos precisam cumprir para concorrer a outros cargos nas eleições deste ano. Com as duas saídas, quem assumiu o comando do Executivo estadual foi Roberto Cidade, então presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, conhecida pela sigla Aleam.

A movimentação surpreendeu parte do eleitorado amazonense porque, cerca de um mês antes, Wilson Lima havia realizado um evento em Manaus para anunciar publicamente que cumpriria todo o seu segundo mandato como governador, em um compromisso que classificou como “acordo com o povo do Amazonas”. A reviravolta levanta uma dúvida recorrente entre os eleitores: por que um governador que afirmou que ficaria no cargo decide renunciar poucas semanas depois? A resposta está diretamente ligada ao calendário eleitoral de 2026, já que a legislação exige que ocupantes de cargos do Executivo se afastem com antecedência mínima de seis meses caso queiram disputar outras posições, como vagas no Senado Federal.

Por que Wilson Lima renunciou ao governo do Amazonas

 

Segundo o texto da própria carta de renúncia, Wilson Lima classificou a decisão como “em caráter irrevogável e irretratável”, afirmando que a medida atendia ao prazo de desincompatibilização de seis meses exigido pela legislação eleitoral. Com a saída do governo, o agora ex-governador voltou a se colocar entre as opções de candidatura do Amazonas ao Senado Federal, já que o estado precisa escolher dois novos senadores neste ano. Apesar de não ter confirmado publicamente a candidatura no momento da renúncia, declarações posteriores de Lima indicaram que a decisão sobre seu futuro político seria construída em diálogo com aliados, incluindo o próprio Tadeu de Souza e o novo governador, Roberto Cidade.

Em entrevista concedida durante a posse do defensor público-geral do estado, Wilson Lima reforçou que ainda não havia uma definição fechada sobre seu apoio político para as eleições de 2026, afirmando que a escolha passaria por conversas com o vice-governador, com o presidente da Assembleia e com os deputados que integram a base aliada do governo. Essa fala, dada em momento posterior à renúncia, mostra que mesmo fora do comando direto do Executivo, Lima segue como uma figura central na articulação política do Amazonas, à frente da presidência estadual da Federação União Progressista, formada pela junção entre União Brasil e Progressistas.

O que muda no comando do Amazonas com Roberto Cidade

 

De acordo com as regras constitucionais aplicáveis a casos de vacância simultânea do Executivo, quem assume o governo do estado é o presidente da Assembleia Legislativa, posição ocupada por Roberto Cidade, filiado ao União Brasil, mesmo partido de Wilson Lima. A regra prevê ainda que, em caso de recusa por parte do presidente da Aleam, o comando do Amazonas poderia ser entregue ao presidente do Tribunal de Justiça do estado, que teria até 30 dias para convocar uma eleição indireta dentro da própria Assembleia Legislativa. Como Roberto Cidade aceitou assumir o cargo, esse cenário alternativo não chegou a se concretizar.

A chegada de Cidade ao Executivo estadual também reorganiza o tabuleiro político amazonense às vésperas das eleições de 2026. Antes da renúncia, ele próprio era apontado como um possível concorrente a cargos eletivos neste ano, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Com a assunção do governo, esses planos pessoais passam a depender diretamente de como ele conduzirá a gestão estadual nos meses seguintes e de eventuais acordos com o grupo político ligado a Wilson Lima. Enquanto isso, a federação União Progressista segue sem confirmar oficialmente o nome de seu candidato ao Governo do Amazonas, mantendo a expectativa de que o partido tente eleger a maior bancada na Assembleia Legislativa, três deputados federais e ao menos um cargo majoritário no estado neste ciclo eleitoral.

Fontes consultadas: CNN Brasil (https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-anunciar-que-ficaria-wilson-lima-renuncia-ao-governo-do-amazonas/), CartaCapital (https://www.cartacapital.com.br/politica/como-fica-o-governo-do-amazonas-apos-renuncia-de-wilson-lima-e-do-vice-governador/), Agência Cenarium (https://agenciacenarium.com.br/uniao-brasil-ainda-nao-definiu-candidato-ao-governo-do-amazonas-aponta-wilson-lima/)

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